quarta-feira, 29 de julho de 2009

ENSINAR COM INTERNET

Telas digitais na escola

As telas servem para nos comunicar, informar, ensinar ou nos divertir. Essas novas tecnologias estão cheias de oportunidades, e ainda que possuam alguns desafios, temos de procurar utilizá-las. As crianças e os adolescentes são muito suscetíveis à imposição de normas, por isso é aconselhável falar de forma favorável e lhes oferecer todos os seus recursos positivos, e não somente mostrar a eles aquilo que não devem fazer.



Material do Projeto Iberoamericano Gerações Interativas apresenta orientações básicas para o professor incluir nas aulas as quatro telas digitais. Confira:
Cinco conselhos para ensinar
Dicas para educar com Internet
Dicas para educar com os celulares
Dicas para educar com os videogames
Dicas para educar com a televisão

domingo, 19 de julho de 2009

GRIPE SUÍNA


Pais e professores podem ajudar a combatê-la
Videoconferência, planos de aula, reportagens especiais, quiz e animação interativa compõem um mosaico de sugestões que o EducaRede selecionou sobre o vírus que está presente nos cinco continentes.
Por José Alves

Em abril de 2009, um novo tipo de vírus da mesma família daquele que transmite a gripe afetava a população mexicana ganhava espaço na mídia e chamava a atenção do mundo. Inicialmente chamada de "gripe suína", sabe-se que ela é causada pelo Influenza A (H1N1), um subtipo viral resultante da recombinação genética do vírus suíno, aviário e humano, com possibilidade de disseminação global.
Hoje, o Influenza A (H1N1) confirma as expectativas de propagação e está presente nos cinco continentes do planeta, com cerca de 100 mil pessoas infectadas no mundo. Como acontece com qualquer novidade, a falta de informação causa preocupação. Nesse caso, há dúvidas em relação ao potencial destrutivo do vírus.
No mês de junho, a OMS (Organização Mundial de Saúde) classificou o Influenza A (H1N1) como a primeira pandemia – epidemia de origem infecciosa que atinge grandes proporções, podendo se espalhar por um ou mais continentes – do século XXI. No século XX, três pandemias assolaram o planeta – gripe espanhola, em 1918; gripe asiática, 1957 e a gripe de Hong Kong, 1968. Mesmo com um alto índice de contaminação, o Influenza A (H1N1) mantém números semelhantes de taxa mundial de letalidade em relação ao da "gripe comum", cerca de 0,45%.
O site da Nova Escola disponibiliza um projeto e um plano de aula sobre o tema. Confira:

Para prestar esclarecimentos sobre o assunto, a Secretaria da Educação de São Paulo convidou a Dra. Telma Carvalhana, do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde de São
Paulo, para uma vídeoconferência transmitida pela Rede do Saber no último dia 08/07.
Saiba mais, clique no link abaixo:

GERAÇÕES INTERATIVAS

Internet, videogame, celulares e televisão. Veja quatro textos que fornecem subsídios aos pais para a orientação de seus filhos no uso seguro das telas digitais.


Como orientar nossos filhos para o uso seguro das telas digitais? Clique nos links sugeridos abaixo e descubra.




Fonte:http://www.educarede.org.br/educa/index.cfm?pg=revista_educarede.especiais_principal

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O MUNDO DO TRABALHO




Clique nos links abaixo e saiba mais:




DIstribuição de renda e crise

Salário, emprego e consumo estão entre os temas que podem ser abordados em sala de aula na semana do 1º de Maio.


O mundo do trabalho: contexto e sentido

"O aumento brutal da produção, o progressivo refinamento dessa produção, levaram a um limite: o mundo superdesenvolvido, que produz apenas para a parte da humanidade que pode consumir..."

Sebastião Salgado, Eric Nepomuceno, Maria Thereza e José Solano Bastos,prefácio do livro Trabalhadores, de Sebastião Salgado

Entre no site indicado aqui e veja propostas de Atividades para o Ensino Fundamental e Médio.


Fonte:http://www.educarede.org.br/educa/index.cfm?pg=oassuntoe.interna&id_tema=17&id_subtema=1

domingo, 8 de março de 2009

Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa: muitos sotaques, uma grafia


Olá Pessoal!
Aqui vocês poderão tirar algumas dúvidas sobre o Acordo Ortográfico.







Desde janeiro de 2009, entrou em vigor o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Dúvidas, críticas e elogios compõem um mosaico de impressões sobre o Acordo que acaba de nascer nos oito países que falam Português



Por José Alves

O que cinco países africanos, um asiático, um europeu e um da América do Sul podem ter em comum? Se a resposta for que os habitantes dessas oito nações utilizam-se da Língua Portuguesa para se comunicar, está correta. E é com a intenção de unificar a forma escrita da quinta língua mais falada no mundo, pronunciada por cerca de 230 milhões de pessoas, que os oito países lusófonos (que têm o português como língua oficial) do planeta – Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Portugal e Brasil – aderiram ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que passou a vigorar desde o dia 1º de janeiro de 2009. Vale ressaltar que as duas normas ortográficas – a usada até então e a prevista no acordo – serão aceitas como corretas nos exames escolares, vestibulares, concursos públicos e demais meios escritos até dezembro de 2012. Segundo a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a língua será internacionalmente tanto mais importante quanto maior for o seu peso unificado. A CPLP ainda destaca que das quatro grandes línguas (Inglês, Francês, Português e Espanhol), o Português é a única com duas grafias oficiais.

Novos parâmetros para a escrita


Mas o que muda efetivamente a partir do acordo ortográfico? Em primeiro lugar é necessário observar que, como o próprio nome diz, a mudança é meramente ortográfica, ou seja, concentra-se exclusivamente na grafia, nas letras e na acentuação das palavras, o que significa não haver alterações na pronúncia ou flexão, diferentes entre os países lusófonos. As principais mudanças estão concentradas no fim do trema e das consoantes mudas, nas novas regras para o emprego do hífen, na inclusão das letras w, k e y no alfabeto e nas novas regras de acentuação. Apesar das mudanças, não houve uma alteração significativa se a análise utilizar como base a quantidade de palavras modificadas. Linguistas dos dois países, Antônio Houaiss, pelo Brasil, e João Malaca Casteleiro, português, afirmam que 0,43% das palavras no Brasil e 1,42% das portuguesas sofrem alterações.


Acordo Ortográfico: Prós e Contras


A equipe do Portal EducaRede ouviu dois especialistas, Douglas Tufano, professor de Português e História da Arte, e autor de livros didáticos e paradidáticos nas áreas de Língua Portuguesa e Literatura, e José Luiz Fiorin, Professor Associado do Departamento de Lingüística da FFLCH da Universidade de São Paulo (USP), que defendem posições diferentes em relação ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

Para Tufano, embora não seja completamente favorável ao Acordo, esse momento é considerado um passo à frente no projeto de unificação ortográfica, mas ainda está longe do pretendido objetivo. "Nesse caso, o Acordo poderia ter sido mais ousado e abrangente". Outra questão levantada por Tufano é a falta de clareza quanto ao uso do Hífen: "o maior dos problemas no Acordo é a confusão que se estabeleceu quanto ao uso do hífen nas locuções. No uso do hífen com os prefixos, as regras são quase todas bem simples, mas ao tratar do uso do hífen nas locuções, como "maria vai com as outras" ou "pé de moleque", o Acordo não é nada claro e a publicação do dicionário da Academia Brasileira de Letras não contribuiu em nada para esclarecer essa questão". Segundo Tufano, a resolução desse problema passa pela elaboração do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), considerada uma fonte oficial de consulta e que já deveria estar publicado antes do Acordo entrar em vigor, para evitar confusões.


José Luiz Fiorin, Professor Associado do Departamento de Lingüística da FFLCH da Universidade de São Paulo (USP), concorda que algumas normas são tecnicamente mal formuladas, principalmente nas bases 15 e 16 do Acordo, em relação ao Hífen, que carrega dubiedade no entendimento das regras. A resolução desse problema está na elaboração do "Vocabulário Ortográfico Da Língua Portuguesa", outro ponto de concordância entre os especialistas. Mas, ao contrário de Tufano, José Luiz Fiorin é plenamente a favor do Acordo, principalmente em seu aspecto político, já que unifica a grafia nos países lusófonos e cria uma unidade na Comunidade de Língua Portuguesa. Até então, tínhamos duas grafias oficiais, a utilizada em Portugal, que é a mesma nas ex-colônias africanas e asiática, e a usada no Brasil. Segundo Fiorin, "reafirmar a unidade ortográfica é reafirmar a unidade de base da Língua Portuguesa". O especialista fez questão de salientar a diferença entre grafia e língua: "A língua é viva e muda tanto de país para país, com seus sotaques e gírias, como de geração para geração dentro do mesmo território. A unificação está somente na grafia".



Por fim, Fiorin analisou o impacto do Acordo nas salas de aula: "não interfere em nada a assimilação dos estudantes". O professor aponta três antigos problemas de ortografia nas escolas, e ressalta que nenhum deles foi contemplado no acordo. São eles:

1. Uma letra que representa vários sons. Ex: a letra "X" tem som de "C" na palavra auxílio e som de "Z" em exame;


2. Várias letras representam o mesmo som. Ex. Em beleza, o "Z" tem som de "Z", em exame, o "X" também tem som de "Z", e em casa, o "S" tem a mesma característica, som de "Z";



3. A não correspondência entre a letra e o som. Ex. A palavra "Sol": como a letra "L" tem som de "U", alunos podem escrever "Sou", o mesmo se dá com a palavra "Sal", que pode ser escrita, equivocadamente, "sau".



Para o Professor, uma forma de resolver essa questão está no automatismo da escrita, que vai aos poucos eliminando essas dúvidas. O entrevistado aponta uma forma bastante eficiente para alcançar esse automatismo, que é a memória visual das palavras, ou seja, quanto mais os alunos lerem, menos errarão na escrita. Mais um dado que evidencia a importância do hábito da leitura.


Custo ou investimento?

Segundo estimativa, a reforma ortográfica deverá custar cerca de 30 milhões de reais às editoras brasileiras, que deverão revisar e relançar mais de 25 mil títulos de livros. O Professor Douglas Tufano considera que a "relação custo/benefício é muito pequena e não compensa o gasto financeiro com as reedições". A Câmara Brasileira do Livro, no entanto, acha que esse valor pode vir a ser um bom investimento, já que as mudanças podem aumentar a venda de obras brasileiras em outros países de Língua Portuguesa. Em entrevista à Rede Globo de Televisão, Rosely Bosquini, presidente da Câmara Brasileira do Livro, afirma: "Antes do acordo, sempre precisávamos adaptar os livros e para isso nós dependíamos de editores portugueses ou de outros países de Língua Portuguesa para trabalhar nos textos das obras brasileiras. Com a nova ortografia unificada, o mercado nos países pertencentes ao acordo tende a se abrir para a literatura brasileira". As editoras têm até dezembro de 2012 para revisar todas as obras e disponibilizá-las no mercado, data em que passa a vigorar a obrigatoriedade das novas regras nos exames escolares, vestibulares, concursos públicos e demais meios escritos.


O Acordo Ortográfico e o Internetês

O Acordo Ortográfico, por meio das novas normas, unificou a grafia da língua nos países da Comunidade de Língua Portuguesa. A linguagem utilizada na Internet, chamada popularmente de Internetês, sofre alguma influência a partir das novas regras do Acordo Ortográfico?

Segundo Douglas Tufano, professor de Português e História da Arte, e autor de livros didáticos e paradidáticos nas áreas de Língua Portuguesa e Literatura, o internetês não tem ligação com o acordo, já que se trata de um sistema elaborado pelos próprios internautas, que não estão preocupados com a ortografia oficial, seja ela velha ou nova. "Eles querem apenas praticidade. Por isso, aliás, esse internetês deve se modificar muito ainda com o tempo, na busca dos internautas por mais rapidez e simplicidade", diz Tufano em entrevista ao EducaRede.




José Luiz Fiorin, Professor Associado do Departamento de Lingüística da FFLCH da Universidade de São Paulo (USP), ao falar ao EducaRede diz que a linguagem utilizada na web é uma abreviação, uma forma de trazer praticidade e rapidez à escrita, característica idêntica à uma anotação feita à mão, por exemplo, quando precisamos registrar um grande número de informações em curto espaço de tempo; portanto, não sofre nem exerce nenhuma influência ao Acordo.



Além disso, Fiorin não considera o Internetês como uma degradação da língua, como muito se diz. Ele aponta, inclusive, considerações notáveis no uso dessa linguagem, como a abreviação pelas consoantes: beleza abrevia-se blz, por exemplo. Segundo o especialista, trata-se de uma "análise linguistica intuitiva da grafia", já que, desde os Fenícios, quando surge o alfabeto, somente as consoantes eram marcadas. "É possível ler uma palavra se tivermos somente as consoantes na abreviação, mas é impossível ler a mesma palavra se separarmos somente as vogais", diz.



Histórico: os caminhos da língua

Muitos devem se perguntar o porquê da Língua Portuguesa possuir duas grafias oficiais. Tudo começou em Portugal, em 1911, quando da 1ª Reforma Oficial da Ortografia Portuguesa, que não levou em consideração a República Brasileira, e, desde essa data, a língua tem comportado duas formas de escrita. A partir daí, as duas ortografias percorreram caminhos distintos ao longo dos anos.

Foram muitas as tentivas de unificação da ortografia no século passado. Em 1931 aconteceu o primeiro Acordo Ortográfico entre Brasil e Portugal, que visava suprimir as diferenças, unificar e simplificar a Língua Portuguesa. Contudo, este acordo não foi posto em prática. Em 1943 é redigido o Formulário Ortográfico de 1943, na primeira Convenção Ortográfica entre Brasil e Portugal. Dois anos depois, em 1945, um novo Acordo Ortográfico torna-se lei em todos os países de Língua Portuguesa, com excessão do Brasil, que continuou a regular-se pela ortografia do Vocabulário de 1943.


Uma nova tentativa de unificação aconteceu em 1975 por meio de outro acordo ortográfico, agora elaborado pela Academia Brasileira de Letras e pela Academia das Ciências de Lisboa. Na ocasião, não houve aprovação por motivações políticas entre os países. Uma nova investida, estimulada pelo acadêmico Antonio Houaiss, deu-se em 1986. Segundo Proença Filho, da Academia Brasileira de Letras, desta vez não houve aprovação por reações polêmicas ao acordo, que àquela época pretendia unificar 99,5% do vocabulário.


Por fim, em 1990, em Lisboa, um novo documento foi elaborado e assinado por representantes das nações de Língua Portuguesa, com a finalidade de unificar 98% da grafia do vocabulário. O documento, que regula o Acordo, foi aprovado pelos congressos de Portugal e Cabo Verde. Em 1995, foi aprovado por parlamentares brasileiros. Em 1998, os países assinaram um protocolo modificativo do acordo, alterando a data de vigência. Em 2004, foi assinado um novo protocolo modificativo para a adesão do Timor-Leste às normas, já que o país conquistou sua independência em 2002.

Mais
>> O EducaRede preparou um material com as principais regras do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa>> Consulte uma cronologia da Língua Portuguesa, elaborada pelo Portal da Língua Portuguesa, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal>> Perguntas frequentes sobre o Acordo Ortográfico respondidas pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

Fonte:http://www.educarede.org.br/educa/index.cfm?pg=revista_educarede.especiais&id_especial=378

terça-feira, 3 de março de 2009

REFORMA ORTOGRÁFICA

Um dos assuntos mais comentado hoje, é sobre a reforma ortográfica. A internet mostra o seu potencial com diversas ferramentas e alternativas para se atualizar frente as mudanças ocorridas na grafia da língua portuguesa.

O site da Câmara dos Deputados lançou um curso on-line para quem ainda não se adaptou a Reforma Ortográfica. O curso traz recursos como Auto-Avaliação, Saiba Mais, Dicas, Síntese, Referências e Curiosidades.
Vale a pena conferir! Visite o site: http://www.camara.gov.br/internet/reformaortografica/navegacao.html

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Homem e tecnologias: uma conexão contínua

Foto: David Davis/ Dreamstime



Jaciara de Sá Carvalho


No trabalho, na escola, em casa, em muitos lugares e a qualquer momento estamos cercados pelas tecnologias. Elas criam ambientes, que modificam nossa vida psíquica e, assim, nossas mentes e as interfaces destas tecnologias estão ficando cada vez mais híbridas. A tela do computador em que você lê este texto – escrito a partir de uma apresentação de Lucia Santaella -, sua mente e seu corpo se tornam mais íntimos com o passar dos dias. Não sabemos ainda o alcance desta intimidade, mas, de acordo com pesquisadores, ela só tende a crescer.


Essa hibridização foi o tom da conferência de abertura Linguagens líquidas e cibercultura ministrada pela coordenadora do programa de pós-graduação Tecnologias da Inteligência e Design Digital da PUC-SP, Lucia Santaella, no 6º. Encontro de Educação e Tecnologias de Informação e Comunicação (E-TIC 2008), realizado em novembro pela Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro.


Nesta conferência, Santaella tratou da evolução das tecnologias de comunicação e da nossa relação com elas. Baseando-se em seu livro Linguagens líquidas na era da mobilidade (Editora Paulus), a professora explicou que as tecnologias comunicacionais fazem circular variadas linguagens, dependentes do meio que as materializam. A linguagem do livro e do cinema, por exemplo, são diferentes: enquanto no livro a palavra e a imagem são estáticas e nem sempre aparecem juntas, no cinema, elas convivem de forma híbrida e aparecem em movimento.


Com o tempo, esta hibridização vai crescendo, de mãos dadas com a hibridização dos processos cognitivos. A primeira destas tecnologias, que ela chama “do reprodutível”, “já tem uma inteligência sensória, extensões de nossa capacidade visual e auditiva, que transforma os nossos sentidos, porque a inteligência não é só racional, ela é misturada, ligada aos sentidos humanos, transformando nossa relação com o mundo”, explica Santaella.


Segundo a pesquisadora, as cinco gerações tecnológicas que aumentam nossa capacidade para a produção de linguagem são seguintes:


1.Tecnologias do reprodutível (eletromecânicas): jornal, fotografia e cinema introduziram o automatismo e a mecanização da vida.


2.Tecnologias da difusão (eletroeletrônicas): rádio e TV deram origem à chamada cultura de massa, onde há um pólo emissor com uma penetração imensa entre os receptores.


3.Tecnologias do disponível: vídeo-cassete, controle remoto, walkman, DVD, TV a cabo, xerox personalizaram a recepção, colocaram disponível a possibilidade de se gravar um programa de TV, ouvir música andando na rua, tirar cópias de apenas uma parte de uma obra, etc.


4.Tecnologias do acesso: modem, mouse, software, mas, principalmente a Internet, que permite, em um clique, o acesso a uma infinidade de informações.


5.Tecnologias da conexão contínua. Telefones celulares e outras tecnologias nômades que independem de cabos e outros recursos para se ter acesso à informação. Cada uma destas gerações tecnológicas não substitui a anterior, pode integrar: o computador não fez o cinema desaparecer, pelo contrário, incorporou aquela linguagem, levando para dentro si os filmes para serem vistos, por exemplo. A nova geração tecnológica também pode diminuir o uso das tecnologias anteriores e seu poder sobre a vida diária e a cognição humana. Mas ela geralmente não extingue a anterior e, assim, cada cultura de uma época nasce da mistura do antigo com o mais recente. Todas as gerações tecnológicas criam impactos sociais, econômicos, culturais e cognitivos, que dependem da natureza e do grau de adesão em cada cultura. “Com o computador, o pensamento é registrado no ritmo da mente e, por isto, transforma a mente”, explica a pesquisadora.


Segundo Santaella, os jovens têm mentes distribuídas, são capazes de ver quatro telas ao mesmo tempo porque possuem uma atenção parcial contínua. “Eles têm outro tipo de mente porque possuem a capacidade de se comunicar por vários canais”, constata. Falando para uma platéia de professores, ela completa: “o mínimo que a gente pode fazer é compreender o que há nesta capacidade (...) nos solidarizarmos, para ver qual participação podemos ter”. Entender, por exemplo, que o jovem é um leitor imersivo, que navega e não grava na mente porque se utiliza de memória temporária. “O jovem vai ligando fragmentos de informação, criando sintaxe hipermidiática. É muito ativo, mas um pouco desmemoriado”, explica Santaella, que em seu livro Navegar no ciberespaço – o perfil cognitivo do leitor imersivo, Editora Paulus, fala dos diferentes tipos de leitores. “De posse dessas informações, o professor pode descobrir como agir em contextos educativos”, conclui.


Não podemos ignorar que nossas mentes estão se tornando híbridas durante o uso destas tecnologias e que nossa cognição tem sofrido alterações. Muitas pesquisas ainda estão sendo desenvolvidas para descobrir o que estas transformações têm provocado. Onde isto vai dar, ainda não sabemos.
11/12/2008

Fonte:
http://www.educarede.org.br/educa/index.cfm?pg=internet_e_cia.informatica_principal&id_inf_escola=769